O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu pela retomada da recuperação judicial da 123 Milhas, empresa do setor de milhas aéreas, após a suspensão do processo por 180 dias.

A medida foi solicitada pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, que argumentou que a paralisação da recuperação judicial prejudica os credores, especialmente os consumidores.

A decisão afeta não apenas a 123 Milhas, mas também outras empresas do grupo, como Novum Investimentos, Maxmilhas, Lance Hotéis e HotMilhas.

 

A recuperação judicial é um instrumento legal que permite a uma empresa em dificuldades financeiras reestruturar suas dívidas e continuar operando sob a supervisão da Justiça, evitando a falência.

Nesse processo, as dívidas são congeladas por um período determinado, durante o qual a empresa negocia com seus credores para chegar a um acordo.

 

No caso da 123 Milhas, a defesa das empresas argumentou que a crise enfrentada era pontual e passível de ser resolvida.

A suspensão de pacotes promocionais e a emissão de passagens causaram uma queda drástica nas vendas e um aumento do passivo, afetando a credibilidade da empresa no mercado.

 

A retomada da recuperação judicial da 123 Milhas representa um novo capítulo na história da empresa, que agora terá que negociar com seus credores para reestruturar suas dívidas e garantir sua continuidade no mercado.

A decisão do TJMG reforça a importância da recuperação judicial como uma ferramenta para a preservação das empresas em momentos de crise financeira.