O overbooking ocorre quando uma companhia aérea vende mais passagens do que a capacidade de assentos da aeronave, prevendo que alguns passageiros não comparecerão, os chamados no-shows.

Esse cálculo se baseia em dados históricos de faltas, mudanças de planos e atrasos em conexões.

A prática visa evitar perdas, já que assentos vazios representam receita perdida para a companhia, que considera passagens aéreas como bens perecíveis.

 

Diferença entre Oversell e Overbooking

 

  • Oversell: Quando as passagens são vendidas além da capacidade, esperando que alguns passageiros não compareçam.
  • Overbooking: Quando todos os passageiros aparecem e a quantidade de reservas supera os assentos disponíveis, gerando necessidade de realocação.

 

Por Que Acontece?

 

  1. Assentos Perecíveis: Após a decolagem, assentos vazios não geram receita, e as companhias se apoiam em cálculos de probabilidade para maximizar a ocupação.

  2. Mudanças Operacionais: Redução inesperada de aeronaves ou restrições de peso podem aumentar o número de passageiros sem assento disponível.

  3. Cabines Específicas: A prática de overbooking pode variar conforme a demanda.

    A classe econômica, por exemplo, costuma ser mais afetada.

 

Compensações e Alternativas

 

Em casos de overbooking, companhias oferecem compensação a passageiros voluntários que aceitem voar em outro horário, geralmente por um valor inferior ao custo de um assento vazio.

Essa abordagem, além de reduzir a necessidade de negar embarque, preserva a imagem da empresa e o relacionamento com os passageiros.

 

Aspectos Éticos

 

Apesar de legal, o overbooking gera discussões éticas, especialmente quando o embarque é negado de forma involuntária.

Para mitigar esses incidentes, muitas companhias aéreas têm ajustado suas políticas, oferecendo compensações mais atraentes para voluntários.

 

Como Lidar com o Overbooking?

 

Conhecer as razões por trás do overbooking pode ajudar os passageiros a tomar decisões em situações adversas e entender as opções de compensação.

Essa prática permite que as companhias maximizem receitas, mas os passageiros devem estar cientes de seus direitos e das alternativas disponíveis para minimizar transtornos.